Jogos que completarão 20 anos em 2026
Todos os jogos da franquia God of War em ordem cronologica.
Há vinte anos atrás era dada a largada de transição para um nova era. A gigante Microsoft tomou o lugar da SEGA que decaiu ainda no início dos anos 2000, enquanto a Nintendo pela segunda vez consecutiva perdeu seu espaço no mercado, mesmo com o hardware mais poderoso entre seus concorrentes. Enquanto isso, a Sony reinava durante duas gerações seguidas, ao menos quando se fala de consoles de mesa.
Com o crescimento da internet e o surgimento das tecnologias de banda larga, os computadores passaram a fazer cada vez mais parte do dia-a-dia. Enquanto levava a pior no mercado de consoles de mesa, a Nintendo nadava de braçada intocável com seus portáteis, num período em que a ideia de um smartphone ainda nem havia sido apresentada ao mundo.
Bully — PS2
17 de Outubro de 2006

Construido sobre a mesma engine que Grand Theft Auto: San Andreas, que fora lançado dois anos antes, Bully teve seu lançamento anunciado na finada E3, em 2005 para ser lançado neste mesmo ano, mas sofreu com adiamentos até ser finalmente lançado em Outubro de 2006. O sucesso de Bully não foi tão imediado, o que deu a ele um reconhecimento como um clássico cult e aumentou sua popularidade com o decorrer do tempo.
Como toda participação da Rockstar dentro do PlayStation 2, Bully também foi alvo de polêmicas e controversias por conta do seu tema que posicionava seus personagens dentro de um internato passando toda sua trama dentro de um ambiente escolar. O jogo segue as mecânicas de GTA, apenas alterando a sua temática e diminuindo consideravelmente sua violência. Trocando a influência e respeito de gangues por influência e respeito em grupos escolares, perseguição policial por detenção e a possibilidade de chacina em via pública por um espancamento de grau leve.
New Super Mario Bros. — Nintendo DS
25 de Maio de 2006

Após a era de inquisição ao 2D que acompanhou a quinta geração, o último titúlo de plataforma side-scrolling com o nome Super Mario foi Super Mario World 2: Yoshi’s Island (1995). Por mais de dez anos não havia um novo jogo da série principal no estilo que consagrou o personagem, ao menos, não até a chegada do Nintendo DS.
New Super Mario Bros. retornou ao estilo clássico pegando caracteristicas de títulos antigos como Super Mario Bros. 3 (1988) e mesclando com novas mecânicas, Groundpound e Walljump que vieram diramente de Super Mario 64 (1996). Desta vez substituindo os sprites por modelos tridimensionais, em varias fases divididas em oito mundos no estilo clássico de Super Mario Bros. 3, com direito a mapa, minigames com powerups e também uma coleta de moedas especiais que não foi corretamente implementada no primerio lançamento de Super Mario World (1991).
New Super Mario Bros. foi sucesso imediato o que resultou em uma sub-série exclusiva focada apenas nesse estilo de jogabilidade. Com o tempo, a falta de inovação que é característica da série foi tomada por uma repetição da mesma fórmula com quatro jogos semelhantes lançados com um curto espaço de tempo entre si o que gerou desgaste entre os fãs, até a fórmula ser repensada em Super Mario Wonder (2023).
Call of Duty 3 — PS2 / PS3 / XBOX / X360 / Wii
7 de Novembro de 2006

Seguindo a meta da Actvision de colocar nas prateleiras um jogo da série Call of Duty por ano, até 2005 a série intercalou títulos diferentes entre os computadores (Call of Duty, Call of Duty 2) e consoles de mesa (Call of Duty: Finest Hour, Call of Duty 2: Big Red One). Contudo, Call of Duty 3 resolveu mudar essa dinâmica, tendo sua presença em todos os consoles, mas não em computadores.
Comparado com os títulos anteriores, este também fez mudanças relevantes na estrutura do jogo. Em especial, sendo o primeiro da série a focar em uma única batalha e construir toda sua narrativa no entorno dela. No caso, a Batalha da Normandia, que retrata a retomada do terrítorio Francês das mãos dos Alemães. O título teve apenas oito meses de desenvolvimento, feito em especial para cumprir prazos e esticar o desenvolvimento de Call of Duty 4: Modern Warfare, que seria lançado no ano seguinte.
Seu lançamento exclusivo para os consoles de mesa não teve uma recepção tão boa, ao menos por parte dos fãs que acompanhavam a série pelo computador e dos que não conseguiram se acostumar com a jogabilidade de teclado e mouse adaptada no controle.
Okami — PS2 / Wii
20 de Abril de 2006

Um título que também recebeu o reconhecimento de clássico cult foi Okami, trazendo na reta final da sexta geração uma visão artística bastante impar. O grande chamativo inicial é sua parte visual, que utiliza texturas em cel-shading — muito populares em jogos com estética de quadrinhos/mangás — que aqui é utilizado para emular os antigos quadros de arte japonesa, a exemplo as do movimento Ukiyo-e, em uma historia intimamente ligada a sua mitologia.
Nessa aventura, nos moldes de The Legend of Zelda, o jogador controla Amaterasu, Deus Xíntoista do Sol, na forma de um grande lobo branco — daí o título Okami, que pode significar “Grande Deusa” ou “Grande Lobo” dependendo da escrita — na missão de proteger o vilarejo Kamiki de Orochi, outra criatura da mitologia japonesa.
A recepção inicial de Okami foi baixa, apesar das inúmeras premiações que o jogo recebeu, um de seus feitos foi entrar para o Guinness Book como o título de menor sucesso comercial a ganhar premiações de Game of the Year, vendendo menos de 600.000 de cópias. Apesar disso, o jogo ganhou fama com o passar do tempo e seus relançamentos deram sobrevida ao título. Nesse momento, a Capcom encontrasse sobre a promessa do lançamento de uma sequência.
God Hand — PlayStation 2
14 de Setembro de 2006

Enquanto Hideki Kamiya, diretor de Devil May Cry, “fracassava” com Okami do outro lado Shinji Mikami, diretor de Resident Evil, também “fracassava” com God Hand. Nos mesmos caminhos que o título anterior, God Hand também sofreu com baixas vendas e ganhou sua posição de clássico cult no passar do tempo.
A centro de God Hand é de certa forma trazer as raízes dos clássicos jogos beat em’up, que tiveram seu passado glorioso, mas em plena década de 2000 já não tinham o mesmo fôlego de antes. Boa parte dos jogos que ainda levavam mecânicas de combate a frente tomavam o caminho de utilizar armas, o que levou a popularização do hack n’ slash, mas o velho mano-a-mano que se popularizou com Final Fight já respirava por aparelhos.
O título no entanto não pegou com o público nos seus anos iniciais de venda, junto ao fracasso comercial de Okami que resultou no fechamento da Clover Studio, que teve uma vida bastante curta dentro da Capcom, após isso ambos os diretores sairam da empresa junto de Inaba Atsushi, CEO da Clover Studio. Futuramente a nova empresa formada por este trio iria resultar na PlatinumGames.
Sonic the Hedgehog — PS3 / X360
14 de Novembro de 2006

A promessa de uma nova geração, carregada de novas tecnologias e novas possibilidades também trouxe consigo um dos maiores traumas, ao menos para os fãs da série Sonic. Sonic 2006, como ficou conhecido posteriormente, tinha a missão de dar um novo início a série. No entanto, os prazos apertados para um jogo tão grandioso quanto este pretendia ser entraram em profundo conflito com a equipe de desenvolvimento.
O jogo contava com três campanhas separadas, em uma forma de repetir as ideias de Sonic Adventure com uma nova roupagem. Sonic, Shadow e o novato Silver possuem cada um sua rota e estilo de jogo variado. Contudo, a história e modo de jogo do Sonic acabou chamando mais atenção, inicialmente pela quantidade absurdas de bugs presentes em sua campanha, mas ainda mais por sua história que chega e envolver um romance estranho com uma humana.
The Legend of Zelda: Twilight Princess — Gamecube / Wii
20 de Abril de 2006

O ciclo de vida do Nintendo Gamecube iniciou com The Legend of Zelda: Wind Waker, apesar do Toon Link ter entrado nas graças da comunidade com o passar do tempo, o estilo de arte mais infantil causou uma certa estranheza para uma série que durante o Nintendo 64 havia amadurecido. The Legend of Zelda: Twilight Princess chega, com uma atmosfera mais pesada, então para finalizar a vida do Gamecube e iniciar a vida do Nintendo Wii.
Twilight Princess entregou a tão aguardada melhoria gráfica que o público esperava desde a chegada da nova geração, seguindo os passos do grandioso The Legend of Zelda: Ocarina of Time. A grande novidade aqui é a possibilidade do Link se transformar em um lobo, essencial para resolução dos puzzles que se apresentam no decorrer do jogo. Esta também foi a primeira vez que um mesmo jogo da série foi lançado simultaneamente para duas plataformas.
Black — PS2 / XBOX
23 de Fevereiro de 2006

Black entra na lista de jogos pouco conhecidos no mundo afora, mas absurdamente abraçados pela comunidade gamer brasileira. Sendo este provavelmente um dos jogos de tiro mais populares, lançados para o PlayStation 2, em solo brasileiro. Em especial por ser um dos títulos que levaram o hardware da plataforma ao limite, entregando cenários realistas e totalmente destrutíveis, algo que não era tão comum em outros títulos da época.
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Um exemplar humano da denominada Gen Z. Frequentemente falando a respeito de videogames e quando sobra tempo escrevendo sobre eles. Não menos importante, professor de matemática.


